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| Quarta-feira , 09 de Junho de 2004 |
Fim de Festa!!!
De todo mundo que eu conheço, todos consideram o fim de uma festa a pior parte dela, menos eu! Será que existe alguma coisa errada comigo? Eu acho que não, mas o que adianta a minha palavra, contra a maioria que me acham meio louco. Pois bem, Domingo eu fui no festival de Tortas da minha Sala, e lá como em todo festival de Tortas, apesar deste ter sido o primeiro que fui em toda minha vida, tinham inúmeras tortas doces e salgadas. E analisando friamente o cardápio percebi que a maioria das tortas salgadas eram ou de sardinha ou de frango, este último com uma sonora vantagem, só variavam os aconpanhantes, fossem batatas, molho ou catupiry, o frango era o rei. Pode não parecer estranho para a maioria dos mortais, mas para mim que vivo das pequenas impressões deste mundo, fiquei na dúvida, por quê a maioria das tortas eram de frango? Mas o que venho relatar não é a dúvida entre qual ingrediente estava em maior quantidade, mas relatar o porque que o "fim de Festa" não é uma coisa ruim. Eu considero a parte mais engraçada, as pessoas já não se preocupam mais com a etiqueta, ou com a má impressão que podem causar, então se libertam, começam a dançar ou cantar (ou, dançar e cantar) as músicas que nunca na sua existencia admitiriam sequer ouvir o nome do cantor, embalando os refrões como se fossem suas músicas prediletas. E na rodinha que se forma perto das caixas de som, inimigos mortais se transformam em amigos leais e passam a rir, conversar, gritar, e nos momentos de maior empolgação até pular naquelas rodinhas que se formam com as pessoas abraçadas. Muitos vão dizer que tudo isso é culpa do álcool. Pode até ser, não nego, principalmente para aqueles que passam um pouquinho do ponto, mas também existem outros que não bebem e passam a demosntrar a mesma euforia. O "Fim de Festa" tem caráter transformador. Fiquei até o fim da Festa, e participei de toda essa alegria, e não se pode mensurar o valor de ver alunos de Ciência da Computação, que passam seus dias infurnados em laboratórios progamando, sempre com a frieza que o trabalho exige, cantarolando músicas da Legião Urbana, como se nada mais lhes fosse importante na vida, como se cada nota que doia a garganta despreparada, fosse a última fala das suas existências.
Acho que esse será o último post dessa semana para mim, vou para a casa da minha mãe, no interior, vou rejuvenescer um pouco. Aos meus leitores fiéis deixo um grande abraço, e até Segunda!
Escrito por Elemento_X às 13h17
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| Terça-feira , 08 de Junho de 2004 |
O Alento de um Olhar!!!
Sexta-feira passada estava no ponto de ônibus esperando como sempre o 5102, até que passou um dos ônibus vermelhos o qual o número não me lembro, que paravam no mesmo ponto. Então eu avistei duas meninas sentadas e comecei a olhar para uma delas, assim bem nos olhos. Me lembro que ela era loira, de cabelos longos levemente ondulados, pele clara, e de rosto bonito e sorriso fácil. Ela conversava com sua amiga, então ela percebeu que eu olhava com atenção para ela. E então em desacordo com a realidade ela olhou para mim também. Eu esparava que ela percebesse que estava sendo observada e agisse como a maioria das meninas, simplesmente ignorasse a minha presença. Foi quando aconteceu exatamente o contrário, ela continuou olhando para mim diretamente nos meus olhos também, então continuei olhando firme com um leve sorriso no rosto aceitando aquele joguinho de olhar, ela também sorria de leve e balbuciou para que a amiga olhasse o cara que estava lá fora, no caso eu. A amiga olhou para mim, mas não se ateve, figurou como espectadora. E aquilo se pendurou por mais alguns segundos, até que eu comecei a ficar um pouco tímido, então abaixei um pouco a cabeça, pois não estou acostumado com olhares femininos, mas retornei rapidamente a olhar e percebi que ela estava lá firme, olhando para mim, neste momento eu pensava, será que ela está zoando com a minha cara? Olhando dessa forma para mim como se eu fosse alvo do seu desejo inesperado! Mas eu sabia que aquele olhar era um olhar assim, significativo. Mas o motorista comecou a andar com o ônibus e a menina a medida que o o ônibus ia prosseguindo virava seu rosto na tentativa de prolongar o máximo possível a despedida dos nossos olhares, até que o ônibus acelerou mais firme e foi para o seu destino. Neste instante eu me vi num desses filmes de comédia romântica. onde o mocinho desperta o amor da mocinha bonita da cidade. Para mim que sou como o Belmiro, personagem do livro Amanuense Belmiro de Ciro dos Anjos, que insiste em viver em um mundo metafísico dentro do próprio coração, dei como "dia ganho". Quem dera que mais meninas me brindassem com olhares como esse, o Alento que esse Olhar me proporcionou, garantiu além de um belo sorriso no meu rosto por um dia inteiro, o meu reencontro com a minha própria importância que andava escondida dentro do meu abismo pessoal!
Escrito por Elemento_X às 14h51
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| Segunda-feira , 07 de Junho de 2004 |
Duas Coisas!!
Almocei hoje no Restaurante Popular de BH, não foi a primeira vez que almocei lá, mas essa vez eu prestei mais atenção em tudo. Comecei a olhar o rosto das pessoas que estavam lá junto comigo, a maioria das pessoas eram muito humildes, com o fisionomia marcada pela vida dura,muitos aparentando ter muito mais idade que a contagem oficial, como que se cada ruga fora antecipada pelo esforço de tentar sobreviver a cada dia. Mas mesmo diante de todo sofrimento estampado, eu também via muitos sorrisos, aqueles que são parecidos com o sorriso de uma criança que tá com muita fome e a comida tá bem gostosa, e por sinal estava mesmo, o cardápio era arroz, feijão inteiro, farofa, carne cozida, salada, e suco de laranja. A importância que aquele almoço tem para muita gente é significariva, pois o alimento garante a dignidade e fortalesce além da carne, também o espírito. Essa ida ao restaurante popular também foi um mergulho no passado, quando todas as quartas-feiras, meu amigo Fernando e eu íamos juntamente com a musa dos nossos sonhos almoçar. Ela se chamava Vanessa, era uma menina linda, de olhos tão azuis e sorriso fácil,de uma meiguice que encantava qualquer um, éramos completamente apaixonados por ela. E não se estranhem com "éramos", eu e meu amigo éramos apaixonados por ela, é nisso que reside uma das diferença entre homens e mulheres, quando dois amigos se apaixonam pela mesma garota, isso não é motivo para conflito e sim para união, a competitividade dava lugar a solidariedade e a esperança de que pelo menos um de nós fosse contemplado, mas nenhum de nós foi, e hoje ela não passa de uma boa lembrança. Não sei se posso dizer que eram "Bons Tempos Aqueles", acho que eram sim, pelo menos para algumas coisas, coisas simples, mas que foram significativas para a construção de quem eu sou hoje.Gosto das lembranças boas da vida, aquelas que dão saudade e trazem no rosto aquele sorriso e imagem do momento especial.
Ah, ora, se não sou eu quem mais vai decidir o que é bom pra mim? Dispenso a previsão! Ah, se o que eu sou é também o que eu escolhi ser aceito a condição.
Escrito por Elemento_X às 13h52
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